REFLEXÃO
A palavra é a sombra da acção
Para finalizar a formação, foi proposto um workshop que permitiu reflectir sobre as questões da linguagem em contexto de avaliação e de planificação de acções para a melhoria. Distinguir entre enunciados descritivos e avaliativos permitirá construir um relatório que apresente de forma perceptível e avaliativa os resultados da análise realizada. Diferenciar enunciados gerais de específicos contribuirá, por seu turno, para identificar e perspectivar de forma objectiva e específica as acções para a melhoria.
Se não identificarmos com rigor e clareza os pontos fortes e os pontos fracos do desempenho da BE, dificilmente chegaremos a conclusões que nos permitam orientar as acções futuras na perspectiva da melhoria. A interpretação das evidências recolhidas expressa-se, naturalmente, através de enunciados descritivos, no entanto os elementos que delas se retiram deve ser sujeitos a uma análise e uma apreciação de forma a se proceder a uma avaliação em termos de eficácia, valor, utilidade e impacto.
Na elaboração do relatório é fundamental identificar, mais uma vez com clareza e rigor, as acções de melhoria, que não deverão ser enunciadas apenas como intenções genéricas, mas como acções especifica e concretamente referidas, nas quais se revele com rigor o que é que se vai fazer e, por ventura, como se vai fazer.
Mais do que um exercício prático de elaboração do relatório, a proposta da semana chama a atenção dos professores bibliotecários para os cuidados, sobretudo ao nível da linguagem, a ter na análise e avaliação dos resultados obtidos. São elas incessantemente o ponto de partida para novas acções e, portanto, o fio condutor de toda acção da biblioteca escolar.
Clementina Moreira dos Santos
Dezembro de 2009


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